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quarta-feira, 23 de maio de 2012

Cadê nosso dinheiro?

Mais um mês em que a arrecadação do Governo com impostos é recorde!

Isso já não é mais nenhuma novidade. Novidade será quando houver um recorde de investimentos em saude, educação, segurança, saneamento, habitação.

É bastante interessante como cada vez mais os governos pelo Brasil afora arrecadam mais e mais valores em impostos e taxas, porém cada vez menor é o investimento em áreas de fundamental importância para a sociedade.

Tudo passa pelo contexto histórico do Brasil, sendo um país colonizado pelos portugueses, onde desde sempre a "colônia" (Brasil) teve de mandar suas riquezas para o Império (Portugal). Hoje, a colônia somos nós,  o povo que paga os impostos, e o império é o governo. Tal como nos primórdios tempos de nossa colonização, de tudo que a colônia envia ao império, um valor ínfimo retorna em benefícios à colônia.

E assim vamos nós, colônia, tentando sobreviver com as migalhas deixadas pelo nosso "governo-império", que na minha visão, enxerga o povo simplesmente como quem deve sustentar seus gastos indiscriminados.

Além disso, temos um outro fato: a corrupção, que todos os anos suga milhões de reais, talvez bilhões. Você sabe de onde vem esta grana que os nossos representantes "muy amigos" fazem simplesmente sumir dos cofres públicos? Esse dinheiro está no IPTU, IPVA, IPI, IRPF, IRPJ, além de todos os outros impostos, tributos e taxas a que somos submetidos quando precisamos de um documento, uma licença, um alvará, ou mesmo quando compramos um automóvel, motocicleta, roupas, bebidas, e mesmo alimentos e outras necessidades básicas.

No meu ponto de vista, a corrupção é fruto da sociedade em que vivemos, pois quando um político qualquer desvia milhões de reais do governo, ficamos indignados, mas na prática nada fazemos. Será por que na verdade admiramos este político pelo fato de ele ter sido "esperto" e conseguido milhões de reias de forma fácil, e se fôssemos nós na mesma situação, faríamos o mesmo? Não quero julgar ninguém, muito menos você leitor, que está acompanhando este texto, mas isso é apenas uma reflexão.

Enquanto não houver mais indignação, vontade de efetivamente mudar, o povo continuará à mercê dos "representantes", que na verdade em sua maioria, buscam apenas representar a si mesmos. Mas acredito que isso é uma questão cultural, não apenas de nossos políticos, mas de toda a nossa sociedade. Mas isso é tema para um outro texto.



Diego Moreira

Administrador, empresário e aspirante a palestrante.
Apaixonado por Carnaval, música, cerveja e mulher (não necessariamente nessa ordem!). É torcedor fanático do Colorado e da Escola de Samba Unidos da Cova da Onça. Acredita no potencial humano, porém anda um pouco desacreditado com a humanidade como um todo.
SIGA NO TWITTER: twitter.com/Diego_Cabirita

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Os Restos de Realengo

Pois é amigos... Uma semana se passou desde aquele trágico dia no bairro do Realengo, no Rio de Janeiro. E passado esse tempo, fico a me perguntar e observar o que ficou deste triste episódio do nosso país.

A primeira conclusão a que chego é que, infelizmente, ao contrário de outros países, o Brasil não aprende com as suas tragédias, sejam elas em escolas, estradas, hospitais, favelas, condomínios de luxo ou outro lugar qualquer onde ocorra alguma tragédia ligada à violência. Começo a acreditar que a natureza do brasileiro é o conformismo. Como já escrevi em outros textos, nós, brasileiros (também me incluo!), nos conformamos com tudo.

Aos poucos iremos nos conformar com malucos invadindo escolas e matando crianças inocentes. Assim como já nos conformamos com a falta de segurança, com sequestros relâmpagos, com a falta de saneamento básico, com o tráfico de drogas, com a carnificina no trânsito, com o extermínio de jovens, e por aí vai.

Outra coisa que fica do massacre carioca é o medo e a insegurança (como se fosse preciso a invasão da escola para percebermos a falta de segurança e o medo reinantes em nosso país). Qualquer instituição ou local é vulnerável. Qualquer pessoa entra em qualquer lugar, de qualquer forma. Como poderemos nos sentir seguros em escolas, cinemas, teatros, faculdades, no trabalho, na rua? Conviver com essa sensação de medo, infelizmente, é para os brasileiros uma triste e amarga realidade.

E por último, mas não menos triste, fica o exemplo do caso do Realengo. Exemplo que muitos jovens querem seguir, de se tornar "famoso" por um "ato de coragem". Durante essa semana, houveram vários casos de crianças e adolescentes que foram flagrados com armas de fogo na escola. Com certeza "incentivadas" pelo fato ocorrido semana passada.

Apenas espero que não tenhamos mais episódios como este, e que nossas crianças queiram a paz, e não viver em um mundo de aparência, posses, dinheiro, violência, nudez gratuita, banalização do sexo e muitas outras coisas nesse sentido. Espero que essas crianças queiram apenas realizar os seus sonhos, sem precisar ou querer destruir os sonhos dos outros.

E quanto a nós, adultos, que tenhamos mais poder de indignação, que consigamos ver (ou queiramos ver!) as mazelas de nossa sociedade, lutar contra elas, protestar, sair às ruas, e sejamos assim exemplos de verdade para o nosso país e nossas crianças!



Diego Moreira
Administrador, empresário e aspirante a palestrante.
Apaixonado por carnaval, música, cerveja e mulher (não necessariamente nessa mesma ordem!), é torcedor fanático do Colorado e da Escola de Samba Unidos da Cova da Onça. Acredita no potencial humano, porém anda um pouco desacreditado com a humanidade como um todo.
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quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Você se Veste com Modéstia?

Atenção: antes de começar vamos usar bastante a palavra modéstia nesse artigo, então já vou definir essa palavra: pessoa modesta é aquela que respeita os limites do bom comportamento.

Para começar, não é sobre parecer feio. Trata -se de tomar a beleza natural, e utilizá-la para irradiar uma mensagem mais profunda sobre sua identidade.

“Eu na realidade não entendo bem a questão da modéstia. Se um cara tem uma imaginação má, isso é problema dele e não meu.

Porque é que tenho que me vestir de certa forma por causa dele?”

Se você for uma mulher jovem, que tenha se cansado do modo como os caras muitas vezes tratam as mulheres, e se perguntou o que poderia ser feito para restaurar um sentimento de respeito, saiba que sua arma número um para reformar o mundo é a modéstia.

O problema é este: muitos homens hoje não sabem como se relacionar com as mulheres. “Mas, o remédio para esta doença está nas mãos das mulheres.” Em última análise, parece que só os homens podem ensinar os outros homens a como se comportar em torno das mulheres. Mas eles tem que ser inspirados pelas mulheres em primeiro lugar, inspirados o bastante para pensar que vale a pena serem corteses com as mulheres.

Como isso pode acontecer? Bem, as mulheres jovens, tendem a estar conscientes de que tem o poder de seduzir um homem. Mas algumas meninas estão conscientes de que a sua feminilidade pode ser usada para educar um rapaz. Pela forma como se veste, uma menina tem a capacidade de moldar um menino (não falar do modo que ela dança, mas sim como ela dança) como um cavalheiro ou uma “besta”.

Eu comecei a perceber que uma roupa imodesta impede de ver uma mulher como realmente ela é. Trajes imodestos podem atrair um homem pelo corpo da garota, desviá-lo de vê-la como uma pessoa. Nas palavras de um homem “Se você quer um homem que te respeite, e talvez até se apaixone por você, então deve mostrar a ele que você se respeita e que você reconhece sua dignidade”.

Quando uma mulher se veste modestamente, inspira o homem de uma forma que ele se sente seguro e não envergonhado. Eu suponho que é seguro dizer que isso transmite seu valor para nós. Tal humildade é radiante, infelizmente, muitas mulheres estão preocupadas em virar a cabeça dos homens, que ignoram o seu poder de transformar o coração deles.

O Papa João Paulo II disse na sua carta sobre dignidade das mulheres: “Está chegando à hora em que a vocação da mulher será reconhecida em sua plenitude, à hora em que as mulheres adquirirem no mundo da influencia, um efeito e um poder até então nunca alcançado. É por isso que, neste momento, quando a raça humana está sofrendo uma transformação tão profunda ,as mulheres imbuídas de um espírito do Evangelho podem fazer muito para ajudar para a humanidade não cair.”


Por Núbia Dutra

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