Mostrando postagens com marcador sociedade. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador sociedade. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Será que vale a pena trabalhar honestamente?


Quem de vocês, leitores, já foram assaltados, furtados, tiveram a casa arrombada, ou talvez seu carro ou sua moto roubados?

Possivelmente muitos. Este é o retrato da segurança no nosso país. Pagamos uma das cargas tributárias mais altas do mundo, para no fim não ver retorno algum. Assim, continuamos dando nosso dinheiro para o governo, e recendo em troca um grande NADA.

Isso é uma afronta ao cidadão de bem, que trabalha duro para adquirir suas coisas com suor, e aparecem uns vagabundos, muitos até de moto (algumas vezes roubadas), e em segundos levam celulares, notebooks, bolsas, dinheiro, documentos, bens com valor sentimental, e nós, que pagamos impostos em dia, trabalhamos 44 horas por semana, muitas vezes até mais que isso, não podemos mais sair de casa.

Parece que agora roubar não é crime. O crime é se deixar ser roubado. Ter uma motocicleta, ter uma bolsa bonita, andar com dinheiro no bolso para ir ao supermercado ou pagar as contas é praticamente proibido, pois qualquer um que carregue isso na rua corre o risco de simplesmente perder tudo.

A criminalidade é, sem sombra de dúvidas, culpa do mesmo governo para o qual pagamos milhões de reais todos os meses em impostos, pois ele é quem deveria garantir educação, oportunidades iguais para todos, e principalmente, segurança, pois somos nós, cidadãos, que sustentamos os gastos quase alucinantes da farra dos deputados, senadores, ministros e etc.

Mas a questão toda é: se nós não pagamos nossos impostos em dia, o governo vem com tudo para cima de nós, nos cobra juros, não nos deixa ter acesso ao crédito, ficamos com pendências no nosso CPF, na Receita Federal e uma série de transtornos. Mas e o que podemos cobrar do governo quando ele não nos dá a contrapartida do dinheiro que somos, literalmente, obrigados a dar? Quando não temos saúde, educação, saneamento, segurança, o que podemos cobrar do governo? Simplesmente nada.

E muitos ainda chamam isso de democracia. Que democracia é essa onde temos os nossos direitos cerceados por quem deveria nos proporcionar estes direitos? Que democracia é esta onde não temos mais o direito de ir e vir, pois os marginais estão tomando conta das nossas cidades, sejam grandes, médias ou pequenas.

A sensação que fica para mim é de que ser honesto, trabalhar honestamente, ter um ganha-pão honrado, não vale mais a pena. Parece que vale a pena mesmo é ser bandido, marginal, assaltante, e ter como ferramenta de trabalho uma faca ou uma arma de fogo.

Além de não precisar trabalhar muito, ainda não vamos precisar pagar imposto de renda!

Pense nisso, e reflita até onde poderemos viver com nossa liberdade sendo agredida pelos bandidos, pelo nosso governo, e por nós mesmos, que nos calamos e aceitamos passivamente que a violância nos tire direitos, embora nossos deveres continuem os mesmos. 


Diego Moreira

Administrador, empresário e aspirante a palestrante.
Apaixonado por Carnaval, música, cerveja e mulher (não necessariamente nessa ordem!). É torcedor fanático do Colorado e da Escola de Samba Unidos da Cova da Onça. Acredita no potencial humano, porém anda um pouco desacreditado com a humanidade como um todo.
SIGA NO TWITTER: twitter.com/Diego_Cabirita

sexta-feira, 6 de maio de 2011

FALTA DE FAMÍLIA

Nossa sociedade está entrando em colapso.

Alguém já se perguntou o porquê de tanta violência, tanta falta de educação, falta de consideração, e outras coisas?

Na minha visão, a nossa sociedade somente está neste estágio por causa da família. Ou melhor, pela falta da família.

Você pode me perguntar: Mas como assim falta de família?

E eu respondo! Para mim é uma questão simples. Deixamos de viver em comunidade (temos de viver assim para o bom andamento da sociedade), e a família é a primeira comunidade onde vivemos, e onde temos as primeiras noções e ensinamentos sobre valores, ética, honestidade, etc.

Como maior exemplo hoje sobre o que falo, temos o casamento. Algo que deveria ser para a vida inteira, dura, algumas vezes, meses, ou poucos anos. E agora quem pergunta sou eu:

Como se desenvolve uma criança com pais separados? Não que os pais separados não tenham condições ou capacidade de criar seus filhos, mas acontece que se perde aquele referencial que você e eu temos de família, de convivência, de respeito ao espaço do outro, da referência de respeito e partilha com o próximo.

Hoje casar é muito fácil. E se separar é mais fácil ainda. Também tenho uma teoria sobre isso. Pergunte a qualquer jovem de 16, 18 ou 20 anos, quando ele pretende casar. A maioria das respostas será algo do tipo "depois que eu tiver uma profissão e estabilidade financeira, uma casa ou um carro" e coisas do tipo. Ninguém se importa mais de achar a pessoa certa, mas sim de ter o "tempo" certo. Temos que ensinar aos jovens que o amor não tem tempo.

Então, estes jovens se casam já com a vida relativamente construída. Mas não é mais como antigamente, quando um casal recém casado começava sua vida matrimonial do zero, quase sempre em uma casa alugada e com poucos móveis. E esses casamentos é que duraram (e duram) 40, 50 anos ou mais.

Hoje não se constrói nada junto. Quando casamos, ou casarmos, já teremos construído a nossa vida. Fica muito mais fácil se separar, não há uma história construída, pois cada um já tem a sua história. O bonito de um casamento é exatamente a construção de algo em conjunto, pois é exatamente isso que constrói uma base sólida para que uma relação possa durar algumas décadas.

Como eu disse, existe uma falta de família, que está se refletindo na nossa sociedade, e consequentemente na nossa vida. Será que ainda dá tempo?


Diego Moreira
Administrador, empresário e aspirante a palestrante.
Apaixonado por carnaval, música, cerveja e mulher (não necessariamente nessa mesma ordem!), é torcedor fanático do Colorado e da Escola de Samba Unidos da Cova da Onça. Acredita no potencial humano, porém anda um pouco desacreditado com a humanidade como um todo.
SIGA NO TWITTER: twitter.com/Diego_Cabirita

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Os Restos de Realengo

Pois é amigos... Uma semana se passou desde aquele trágico dia no bairro do Realengo, no Rio de Janeiro. E passado esse tempo, fico a me perguntar e observar o que ficou deste triste episódio do nosso país.

A primeira conclusão a que chego é que, infelizmente, ao contrário de outros países, o Brasil não aprende com as suas tragédias, sejam elas em escolas, estradas, hospitais, favelas, condomínios de luxo ou outro lugar qualquer onde ocorra alguma tragédia ligada à violência. Começo a acreditar que a natureza do brasileiro é o conformismo. Como já escrevi em outros textos, nós, brasileiros (também me incluo!), nos conformamos com tudo.

Aos poucos iremos nos conformar com malucos invadindo escolas e matando crianças inocentes. Assim como já nos conformamos com a falta de segurança, com sequestros relâmpagos, com a falta de saneamento básico, com o tráfico de drogas, com a carnificina no trânsito, com o extermínio de jovens, e por aí vai.

Outra coisa que fica do massacre carioca é o medo e a insegurança (como se fosse preciso a invasão da escola para percebermos a falta de segurança e o medo reinantes em nosso país). Qualquer instituição ou local é vulnerável. Qualquer pessoa entra em qualquer lugar, de qualquer forma. Como poderemos nos sentir seguros em escolas, cinemas, teatros, faculdades, no trabalho, na rua? Conviver com essa sensação de medo, infelizmente, é para os brasileiros uma triste e amarga realidade.

E por último, mas não menos triste, fica o exemplo do caso do Realengo. Exemplo que muitos jovens querem seguir, de se tornar "famoso" por um "ato de coragem". Durante essa semana, houveram vários casos de crianças e adolescentes que foram flagrados com armas de fogo na escola. Com certeza "incentivadas" pelo fato ocorrido semana passada.

Apenas espero que não tenhamos mais episódios como este, e que nossas crianças queiram a paz, e não viver em um mundo de aparência, posses, dinheiro, violência, nudez gratuita, banalização do sexo e muitas outras coisas nesse sentido. Espero que essas crianças queiram apenas realizar os seus sonhos, sem precisar ou querer destruir os sonhos dos outros.

E quanto a nós, adultos, que tenhamos mais poder de indignação, que consigamos ver (ou queiramos ver!) as mazelas de nossa sociedade, lutar contra elas, protestar, sair às ruas, e sejamos assim exemplos de verdade para o nosso país e nossas crianças!



Diego Moreira
Administrador, empresário e aspirante a palestrante.
Apaixonado por carnaval, música, cerveja e mulher (não necessariamente nessa mesma ordem!), é torcedor fanático do Colorado e da Escola de Samba Unidos da Cova da Onça. Acredita no potencial humano, porém anda um pouco desacreditado com a humanidade como um todo.
SIGA NO TWITTER: twitter.com/Diego_Cabirita

terça-feira, 1 de março de 2011

Sociedade... Será?

Não entendo como liberam um maluco, como o que atropelou vários ciclistas em Porto Alegre, para dirigir um automóvel. O carro, nas mãos de pessoas assim, se torna uma arma. Um indivíduo que não possui controle emocional para lidar com uma situação destas, deve andar de ônibus!

Mas na verdade, esse é apenas o reflexo de uma cultura que está se instalando em nossa sociedade. Hoje não existe mais noção de coletividade. O EU impera! Tempos atrás, para que eu estivesse feliz, o mundo teria que estar feliz (vide, por exemplo, os anos setenta)! Mas hoje ocorre o contrário: para o mundo estar feliz, EU tenho que estar feliz!

Isso não existe. Estamos mergulhados num lago de egocentrismo, enterrados até o pescoço na lama do individualismo! Os outros são os outros, o que importa sou EU! Dane-se o mundo, desde que EU consiga o que EU quero. Este é o pensamento da grande maioria de nossa sociedade. Aliás, isso que vivemos hoje é uma sociedade?

PESQUISA NO GOOGLE - define: sociedade - é o conjunto de pessoas que compartilham propósitos, gostos, preocupações e costumes, e que interagem entre si constituindo uma comunidade. A origem da palavra sociedade vem do latim societas, uma "associação amistosa com outros". Societas é derivado de socius, que significa "companheiro", e assim o significado de sociedade é intimamente relacionado àquilo que é social. Está implícito no significado de sociedade que seus membros compartilham interesse ou preocupação mútuas sobre um objetivo comum.

Agora me respondam: no mundo de hoje, qual é o objetivo comum que temos?

Deixamos de viver em sociedade há muito tempo. E não culpo as pessoas por serem assim. Muitas vezes acontecem casos que realmente nos fazem pensar: poxa, pra que ajudar os outros? Vou citar um exemplo que aconteceu comigo.

Como bom uruguaianense encravado nos confins do Rio Grande do Sul, quase todo domingo à noite o programa é tomar um bom, velho, verde e amargo chimarrão na praça Barão do Rio Branco. Pois bem, em um destes domingos por aí afora, estava eu sentado, seivando um amargo pura folha flor de topetudo, quando chega um rapaz, me abordando da seguinte maneira: moço, o senhor não teria algo para me ajudar? Tenho um filhinho de um ano que toma um leite especial, e eu estou sem trabalho. Cada lata do leite custa R$ 20,00, e eu já consegui R$ 12,00. O senhor tem algo pra me ajudar?

Infelizmente (ou felizmente) eu não tinha uma moeda sequer (sabem como é... Era fim de mês e tal...). Muito bem...

No próximo domingo, o mesmo rapaz me aborda na praça dizendo o seguinte: senhor, eu sou de Ijuí, vim pra cá atrás de emprego, mas não consegui nada (quase ri na cara dele... Quem é que vai para Uruguaiana para conseguir trabalho?!), e agora eu quero voltar pra Ijuí, pra casa da minha mãe... O senhor teria alguma coisa pra me ajudar?

Eu até tinha (já tinha virado o mês), mas achei estranho ele pedir dinheiro para um leite especial do filho num domingo, e no outro já querer voltar pra Ijuí... Mas tudo bem...

Mas a gota d'água foi no outro domingo. O mesmo rapaz me abordou novamente e me disse assim: moço, o senhor teria um trocado pra me ajudar? Eu preciso comprar o meu remédio pra pressão e tô sem trabalho...

Claro que não ajudei! Ou esse cara é um desgraçado (só acontece coisa ruim na vida dele!) ou é alguém que não quer trabalhar mas quer viver às custas da boa vontade dos outros (acredito muito na segunda opção). Esse tipo de coisa que mata nosso espírito de sociedade.

Sinceramente, eu acredito no potencial humano, mas ando desacreditado com a humanidade (se é que ainda podemos ser chamados de humanos!).


A propósito:

- CBF é multada em R$ 160 milhões pelo escândalo da máfia do apito (lembram de 2005? Edilson Pereira, Ricardo Teixeira?). R$ 160 nilhões é o preço do título brasileiro que foi surrupiado do Internacional. Porém, os condenados ainda podem recorrer (eita Brasil!).

- os irmãos de Paula estão proibidos de ir ao paredão do BBB. Tudo por causa dos desentendimentos entre ela e Diogo dentro da casa (nem sei porque ainda falo do BBB aqui!).

- atropelador dos ciclistas se apresentou à polícia em Porto Alegre. Vamos ver se será tomada uma atitude ou continuará tudo na mesma (sei que irá ficar tudo na mesma, no máximo algumas cestas básicas... Deixo aqui o registro do meu protesto contra essa Justiça injusta e morosa do nosso país).

- Alonso teria sabotado Hamilton em 2007, segundo biografia de Bernie Ecclestone (que babado!).

- mais um fora: Palmeiras vai negociar as transmissões de seus jogos fora do Clube dos 13.

- ainda esta semana: Esquenta BATIRIA, apresentando as escolas Apoteose do Samba e Deu Chucha na Zebra. NÃO PERCAM!


Diego Moreira
Administrador, empresário e aspirante a palestrante.
Apaixonado por carnaval, música, cerveja e mulher (não necessariamente nessa mesma ordem!), é torcedor fanático do Colorado e da Escola de Samba Unidos da Cova da Onça. Acredita no potencial humano, porém anda um pouco desacreditado com a humanidade como um todo.
SIGA NO TWITTER: twitter.com/AdmDiegoMoreira

Dê uma olhadinha também...

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...